Lyrics
Valsa
baiana
de
dramas,
estradas
que
dizem
da
vida
cigana
Poitar
da
vila
daquele
lugar,
que
de
sereno
foi-se
do
luxo
ao
foice
Enforcar
mortos
e
prontos
pra
contra-atacar,
cactos,
relatos,
relapsos
de
lá.
Vassalos
e
suseranos,
pensados
enganos
reinando
o
poder
do
cacau
Segredos
alveolados,
piratas
de
longe
a
invejar
o
matagal
Da
corte
cacaulistina
brota
a
nobreza
nordestina
Cocoa
no
pau
de
arara,
aiá
Sob
o
suor
da
negrura
Luxemburguês
sem
candura
Luxuriando
a
negrada,
aiá
Fardos
nos
lombos
cansados,
tão
coisificados
nas
graças
da
ostentação
Altivez
sobrepujada,
que
contrariada
pela
fome
a
bater
no
portão
Otimizando
o
operário
a
ser
um
patrono
agrário.
Extirpada
a
temperança,
instiga
a
lembrança
das
castas
de
todo
o
lugar
Riqueza
nunca
alcançada
por
toda
a
negrada
que
faz
produzir
o
roçar
Alucinógena
vida,
entorpecente
ferida
Cocoa,
fausto
mortífero
Curando
a
dor
na
liamba
Sagrada
cacau
nobreza
Minguando
a
toda
desgraça,
aiá.
Sobre
o
chão
marcas
de
lá
Casa-grande
desmoronar
Cofres
pujantes
a
se
bater
No
errante
ter
ou
não
ter.
Sob
a
mais
nova
subcondição
Inconformados
ex-barãos
Suicidas
de
Ipiaú
Vidas
já
enterradas
sem
virtú
Epitáfios
diferentes
dos
congênitos
1 Quem Ama
2 Dei Conta
3 João do Bnh
4 Cocoa
5 Disfarce
6 Vestido de Caim
7 Amoral
8 Coisa de Mandinga
9 A Nova Canção Brasileira
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